sábado, 26 de maio de 2012

Supremo autoriza Marcha da Maconha em Brasília e até baseados foram acesos.

A Marcha da Maconha em passeata do Museu da República ao Congresso Nacional. Em 2011,
o evento foi proibido e convertido em Marcha da Pamonha. O Supremo Tribunal
Federal se pronunciou pela legalidade.
Manifestantes ocuparam pela primeira vez a Esplanada dos Ministérios para pedir a legalização do uso da maconha na tarde desta sexta-feira. A marcha teve início por volta das 16h20, horário que, segundo a cultura canábica, é reconhecido como hora de fumar.
Apesar de proibida em 2011, desta vez a Marcha da Maconha recebeu o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que todos têm direito à liberdade de expressão. O manifesto foi acompanhado pela Polícia Militar do Distrito Federal que não precisou intervir.
Segundo Flávio Pompêo, organizador da caminhada, os manifestantes defendem a "legalização da maconha para três finalidades: uso medicinal, para pacientes com câncer, glaucoma; uso religioso, que garante a liberdade de algumas religiões afro-brasileiras que estão hoje impedidas de expressar sua liberdade religiosa; e uso cultural, que é o uso social que não causa males ao indivíduo", disse.
De acordo com a organização da marcha, mais de 3 mil pessoas ocuparam a Esplanada na tarde da última sexta-feira, mas para PM-DF, o número não ultrapassou mil manifestantes.
Durante a passeata, os participantes fizeram a famosa "ola" na descida do Congresso Nacional, e de lá caminharam em direção a Praça dos Três Poderes, onde fizeram "A grande folha humana", um desenho de uma folha de maconha feito pelos próprios manifestantes.
Mesmo com a recomendação do STF para que os manifestantes não fizessem uso da droga durante a marcha, nem que houvesse apologia, era possível ver alguns cigarros sendo enrolados em áreas mais afastadas.