segunda-feira, 17 de junho de 2013

INEA define novas obras a serem realizadas nos bairros atingidos pela tragédia.

O encontro reuniu João Grilo Carletti, Gerente da Obra, e Maria Alice, gerente de projetos, pelo Inea, e pela Prefeitura, os secretários municipais Denílson Moraes, de Obras e Serviços Públicos, e Carlos Antônio Lopes de Oliveira, de Fiscalização de Obras Públicas, além de assessores.
Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 10, o INEA (Instituto Estadual do Ambiente) apresentou à Prefeitura de Teresópolis os trabalhos de infraestrutura já realizados nas regiões da Posse, Campo Grande e vizinhança, áreas seriamente afetadas pela tragédia de janeiro de 2011 no município.
São trabalhos que continuam em andamento e que visam não só minorar os estragos causados pela chuva, como também dar um novo curso aos rios Príncipe e Imbiú, além de construir muros de contenção para fortalecer a parte estrutural, devolvendo a tranquilidade para os moradores e todos aqueles que se utilizam das vias e entornos.
O encontro reuniu João Grilo Carletti, Gerente da Obra, e Maria Alice, gerente de projetos, ambos da equipe técnica do INEA, além de André Moreira, Renata Simão, Luciana, Miguel Figueiredo e João Carlos Ferreira, representantes da empresa Dimensional, vencedora da licitação e contratada para executar a obra. Pela Prefeitura, acompanharam a apresentação os secretários municipais Denílson Moraes, de Obras e Serviços Públicos, e Carlos Antônio Lopes de Oliveira, de Fiscalização de Obras Públicas, além de assessores.
Segundo João Grilo, a parte estrutural da obra já está chegando ao fim, com intervenções em diversos pontos ao longo da extensão da Estrada José Gomes da Costa Júnior, principalmente em volta do rio. “A extensão da obra em todos os pontos atingidos já está feita na parte estrutural. Agora estamos chamando a Prefeitura para acertar os detalhes da segunda fase, quando faremos a reurbanização, a fim de darmos uma nova cara ao local com o parque fluvial, que conta com área para alagamento nos períodos de cheia. No entorno, estão sendo implantadas algumas novidades, como arborização e plantio de grama, além da construção de uma ciclovia”, disse.
João Grilo ainda afirmou que a Ponte do Imbuí, que dá acesso à Cascata do Imbuí e à Posse, também está com problemas estruturais, e deverá receber reforma. “No primeiro momento, foram feitas as obras emergenciais. Agora, vem a segunda parte, para a recuperação paisagística, embelezamento e funcionalidade, com o redimensionamento e a correção do curso do rio para suportar o aumento do volume da água no período das chuvas. Nossa intenção é  impactar o mínimo possível e manter um trabalho seguro, desde a Ponte do Imbuí até o Rio Príncipe”.
Grilo falou também da necessidade de remoção de algumas famílias que ainda se encontram em áreas de risco na região. “Temos também a necessidade de remover algumas famílias, que tiveram as casas danificadas e invadidas pela água, e que estão em área de risco. Mas com todo o cuidado e após cadastro e negociação. A remoção acontecerá após o pagamento da negociação. Mais de 1.500 famílias da Região Serrana já foram removidas, sem traumas. Nosso trabalho agora está voltado para à normalidade dos cursos dos rios e da vida das pessoas”, completou.

 O INEA ainda informou que na área do Campo Grande as negociações estão em andamento com as famílias, preparando processo para pagamento e remoção, uma vez que não adianta fazer uma obra bonita e funcional se as pessoas, ainda, permanecerem em área de risco.
Já a gerente de projeto do INEA, Maria Alice, lembrou que o plano agora em desenvolvimento envolve a construção de parques fluviais na área dos rios Príncipe e Imbuí, com a construção de barragem na cabeceira do Rio Príncipe. “Trata-se de uma grande intervenção, que vai garantir o controle das cheias da região. A ideia é garantir para a população um local seguro, agradável, com qualidade de vida, bem como proporcionar um aumento de turismo na região. Na segunda fase serão feitas obras de urbanização, iluminação elétrica, parque fluvial e barragem. As obras estão sendo feitas até agora com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal, além dos recursos estaduais de emergência”, destacou.
Segundo o Secretário Municipal Denílson Moraes, de Obras e Serviços Públicos, as obras são feitas em parceria entre a Prefeitura e o Estado. “A parceria com o Governo do Estado é muito importante, e sem ela não conseguiríamos resolver os problemas desta região, dos rios Príncipe e Imbuí. São obras muito grandes. Acompanhamos desde o início e agradecemos a todos em nome do Prefeito Arlei”, declarou Denilson.
O Secretário Carlos Antônio, de Fiscalização de Obras, também elogiou as obras já realizadas. “Com os acessos refeitos, temos mais tranquilidade para trabalhar, restando apenas o processo de acabamento, que também é importante. Estamos pedindo ajuda do INEA para uma intervenção na Ponte do Imbuí, que precisa ser reforçada. Tudo isso é muito importante para recuperar a auto-estima de toda a região afetada pelas chuvas”, concluiu.