terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Boate Kiss não poderia ter sido liberada diz delegado

A Polícia do Rio Grande do Sul ainda não confirma, mas em uma avaliação preliminar o prédio onde funciona a boate Kiss não poderia ter sido liberado. 
A saída única, o excesso de pessoas, o uso de sinalizador em local fechado e a espuma pra revestimento acústico podem ter contribuído com a tragédia.De acordo com o delegado Marcdlo Arigony, "nós temos diversos indicativos de que a casa não podia estar funcionando. Se a boate estivesse regular, não teria havido quase 240 mortes", disse.
O alvará da boate estava vencido desde agosto. Mesmo assim, o Corpo de Bombeiros diz que o plano de prevenção apresentado naquela época impedia o fechamento do local. 
A perícia ainda investiga a lotação da boate na noite da tragédia. A capacidade era de mil pessoas, mas a investigação aponta que poderia haver o dobro de pessoas durante a festa de domingo. 
Delegados e promotores de Justiça estiveram reunidos nesta terça-feira para traçar os rumos da investigação. Uma das preocupações é o sumiço de evidências consideradas essenciais, como as imagens de câmeras de segurança.
Os homens apontados como proprietários do estabelecimento, Mauro Hoffman,que se entregou à polícia e o sócio Elissandro Spohr, o Kiko, que se recupera em um hospital de Santa Maria, tiveram os bens bloqueados pela Justiça. Também estão presos o vocalista da banda, Marcelo de Jesus Santos e o assistente de palco Luciano Augusto Bonilha.
Os dois sócios da boate já têm passagens na polícia. Kiko responde a dois casos de agressão contra clientes e por lesão corporal culposa, ou seja, sem intenção, em um acidente de trânsito. Mauro é suspeito de estelionato, mas o caso está em segredo de Justiça.
O prefeito de Santa Maria suspendeu as atividades culturais da cidade por 30 dias, inclusive o Carnaval. Ele disse também que pretende construir um memorial em homenagem às vítimas no local onde funcionava a boate Kiss.