domingo, 20 de janeiro de 2013

Cumprindo recomendação do Ministério Público, Prefeitura começou na última sexta, 18, a demolir casas interditadas no Rosário



Atendendo a recomendação da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, Núcleo Teresópolis do Ministério Público Estadual, equipes da Prefeitura dão início nesta sexta-feira, 18, à demolição de casas interditadas pela Defesa Civil Municipal nas servidões Daniela e Bom Pastor, na comunidade do Rosário.
Antes de serem demolidas, as casas terão a sua área de construção medida, o número de cômodos descritos e serão fotografadas e filmadas. O objetivo é criar um banco de dados com a situação de cada imóvel antes da demolição. Para evitar que sejam ocupados novamente, os locais serão cercados e reflorestados.
“Daremos início ao diagnóstico da atual situação do Rosário para a elaboração de um cronograma de medidas para a remoção das famílias do local”, explica o Secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, Coronel Roberto Silva.
A ação leva em conta laudo emergencial do Núcleo de Análise e Diagnóstico de Escorregamentos do DRM (Departamento de Recursos Minerais), serviço geológico do Estado do Rio de Janeiro. Após vistoria realizada no dia 5 de maio de 2012, o Rosário foi classificado como de alto risco geológico, sujeito a rolamento iminente de pedras e escorregamento de terra, inclusive em período de pouca chuva, devido à instabilidade do maciço da Serra dos Cavalos, onde a comunidade se encontra localizada.
De acordo com levantamento do Ministério Público Estadual, desde a década de 1970 o Rosário vem sendo ocupado irregularmente, com a construção de casas em solo raso e em local de passagem da água de nascentes e da chuva. O órgão calcula que existam mais de duas mil residências na comunidade, abrigando uma população estimada de dez mil pessoas.