quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Desapropriação do Sítio Urso Branco (Mata Atlântica) dá sequencia a regularização fundiária do Parque Natural Montanhas de Teresópolis


Foi assinada na última sexta-feira, 19, a Escritura Pública de Desapropriação do Sítio Urso Branco, em Santa Rita, no 2º Distrito, como parte da regularização fundiária do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis.  A propriedade possui uma área de 42 hectares de Mata Atlântica e algumas edificações, como a casa principal que, após algumas adaptações, passará a funcionar como a Sede Administrativa do Parque. Com isso, além do Núcleo da Pedra da Tartaruga, o PNM de Teresópolis, passará a contar com mais uma área de uso público, com instalações adequadas para receber os visitantes.
Os recursos para a desapropriação, no valor de R$ 450 mil reais, foram repassados pelo do Governo do Estado e são oriundos da Câmara Estadual de Compensação Ambiental. Desde 2009 a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil vem pondo em prática o projeto de fortalecimento do Parque Municipal junto ao Governo do Estado, iniciativa que inclui a aquisição da sede oficial da unidade de conservação, a elaboração do Plano de Manejo e também para a compra de veículos e equipamentos. O projeto aprovado e a verba, num total de R$ 1,2 milhão, são administrados pelo FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade).
Criado no dia 6 de julho de 2009, com a presença do então Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis ocupa uma área com mais de quatro mil hectares e abrange os bairros Salaco, Posse, Granja Florestal, Campo Grande (na cidade), Santa Rita e Ponte Nova (no interior) e vizinhança. Também faz limite com os municípios de Petrópolis e de São José do Vale do Rio Preto.
Possui em seu território uma exuberante cadeia de montanhas, com destaque para a Pedra da Tartaruga e a Pedra do Arrieiro, além de uma área rica em fauna e flora nativas da Mata Atlântica e várias nascentes. De acordo com levantamento ecológico recente, financiado pelo FUNBIO, a unidade de conservação possui 121 espécies de aves, 31 de mamíferos – 19 de répteis, dez de anfíbios e oito grupos de insetos, com destaque para espécies em risco de extinção, como morcego amarelo, paca, lontra e ouriço.