sábado, 14 de dezembro de 2013

PF desarticula quadrilha de auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego em Petrópolis


Uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (13) em Petrópolis, Região Serrana do Rio, deteve um homem na região do Vale do Cuiabá, em Itaipava, suspeito de integrar uma quadrilha formada por auditores fiscais do trabalho, contadores e empresários que recebiam propinas mensais para atenuar ou mesmo impedir as fiscalizações trabalhistas na região. De acordo com a PF, além da Cidade Imperial, o grupo também agia em Teresópolis e Três Rios.
Na residência do homem, os policiais apreenderam documentos. Ele foi levado para a Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde será interrogado. A sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no Centro da cidade, também é alvo da investigação. Os agentes estiveram no local no fim da manhã, onde recolheram documentos.

Denominada 'Operação Workaholic', a ação, que começou na madrugada desta sexta, por volta das 4h, acontece nas cidades onde o grupo atuava, incluindo o Rio de Janeiro. Nove mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Petrópolis. Os mandados são para quatro auditores fiscais do MTE, três contadores e a esposa de um deles, além de um empresário.
Na tarde desta sexta-feira (13), o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou uma nota. Nela, informa que está acompanhando a operação Workaholic e que será aberto processo administrativo disciplinar para todos os auditores denunciados pela PF. Conforme for o resultado da apuração, eles poderão ser até exonerados. Segundo a PF, os particulares envolvidos arrecadavam mensalmente os valores das propinas que eram repassadas aos funcionários públicos. Além disso, também foram encontrados indícios de que os recolhimentos dos empresários junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) eram sonegados em razão do esquema criminoso. A investigação apontou, ainda, que em apenas uma das contas bancárias que recebia a arrecadação ilícita, bloqueada judicialmente, estão depositados cerca de R$ 7 milhões.
A ação contou com uma equipe com cerca de 70 policiais federais e um representante da Corregedoria do MTE. Os presos vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, concussão e corrupção, cujas penas máximas somadas podem ultrapassar 23 anos de reclusão.
(G1)