quarta-feira, 22 de julho de 2015

UPAS DE TERESÓPOLIS E PETRÓPOLIS, SOFREM COM ATRASOS NOS REPASSES

Upa de Teresópolis
Já faz cinco meses que os municípios de Teresópolis e Petrópolis não recebem os repasses do Estado para a manutenção das UPAS - Unidades de Pronto Atendimento. Os municípios, que em geral já vem enfrentado problemas com a queda nas arrecadações e repasses em programas federais, passam a ter que bancar também essa despesa não prevista no orçamento, afetando diretamente um setor crucial do atendimento público que é a saúde.

PETRÓPOLIS

Nesses casos, o aperto é inevitável e no caso de Petrópolis, onde a administração fica a cargo da Cruz vermelha, já estão ocorrendo demissões e atraso de pagamento. Pelo menos 16 funcionários de cada Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Petrópolis, já cumpriram aviso prévio, já que a Secretaria de Saúde do município, alegou não poder reajustar a folha para o ano de 2015 em virtude da falta de verba.

De acordo com o administrador da Cruz vermelha, Renan de Souza, em entrevista ao jornal O Globo, para tentar reduzir o efeito das demissões no atendimento aos usuários, "a alternativa foi reduzir o quadro à noite, onde detectamos que só 20% dos atendimentos são realizados".

TERESÓPOLIS


Em Teresópolis, o funcionamento mensal da UPA custa em torno de 1 milhão e duzentos mil reais, dos quais cerca de 400 mil são provenientes do governo do Estado, que decidiu fazer um repasse acima dos 25% acordados para aumentar o suporte dos municípios. Mas nessa fase recessiva que vem assolando todo o país, e para manter o funcionamento normal da UPA, a prefeitura está sendo obrigada a desembolsar em torno de R$ 800 mil/mês ao invés dos R$ 400 mil previstos, que são aplicados no pagamento da folha salarial, insumos e materiais.

O Secretário de Saúde de Teresópolis, Carlos Otávio, informou à nossa reportagem que isso está acontecendo com todas as UPAS do Estado que trabalham no mesmo sistema, mas que já existe um cronograma estadual para atualização dos repasses com início em agosto. O que se pretende, é que esse montante atrasado esteja em dia até o final do ano.

Disse, também, que está enfrentando a situação com rigor, e que, apesar de tudo, o número de médicos clínicos na UPA de Teresópolis foi aumentado ao invés de diminuir e hoje são 4 profissionais/dia aos invés de 3,  o que tem tornado mais ágil o atendimento aos pacientes.