quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

SUPERMERCADO EXTRA - Investigando com isenção

A pedido do amigo Cesar de Castro, que nos solicitou uma posição sobra a questão do supermercado Extra, que foi interditado pela Vigilância Sanitária, estive no mercado para verificar a parte interna, onde são armazenados os alimentos. Eis o que pude, como jornalista, contatar e minha resposta ao caro amigo:

"Cesar de Castro fui ao Extra como jornalista e conversei com o Gerente Geral Mauro Caetano, que se dispôs imediatamente a me prestar esclarecimentos. Vou passar pra você o que ele me falou e o que eu vi. O auto de interdição estava afixado na porta como você vê aí na foto. Segundo o Mauro, existem 3 termos de Intimação (TI) para realização de obras no estabelecimento, que estão citados no auto, e que já foram cumpridos em 80%, com prazo até o final de janeiro. Uma obra de 1 milhão e meio. 


Uma determinação ainda não cumprida, por exemplo, é o balcão refrigerado para peixes. Eles hoje utilizam um balcão aberto com gêlo por cima. Eu pedi para ver o depósito, e ele na mesma hora me franquiou a entrada o que estranhei, pois estão falando coisas horríveis na rede social sobre a higiene do mercado. Lá dentro, depois das obras que já foram feitas (não vi antes), tudo me pareceu muito bem organizado e limpo. Não vi nenhuma parede suja, chão sujo, funcionários sem uniforme, resto de alimento espalhado ou lixo misturado com alimentos como já afirmaram em outra postagem. O compartimento de lixo é isolado do depósito e das Câmaras frigoríficas e estava muito limpo também. Nas câmaras frigoríficas a mesma coisa. Os ralos estavam lacrados conforme a lei (antes dos TIs não estavam). Tudo muito limpo e organizado. A impressão que tive foi muito boa, e só não fiz fotos porque não havia ninguém da assessoria de imprensa do mercado para autorizar, mas solicitei que essa autorização seja concedida para que eu volte lá e faça fotos. 

Segundo o Mauro, a fiscalização encontrou 3 produtos com data vencida, num montante de 50 mil itens, o que, segundo ele, é uma margem de erro, não podendo ser considerado um ato intencional e que não justifica interditar o estabelecimento. Me disse ainda que eles fazem parte do programa "De olho na validade" (cartaz grande afixado) que dá direito ao cliente que encontrar um produto com data vencida a exigir outro de graça, logo, não seria de interesse do estabelecimento manter produtos com data vencida nos expositores. Teria sido então, segundo o gerente Mauro, uma falha não intencional. Com relação a citação de ameaças ao médico veterinário que assinou a interdição, não soube dizer, mas não negou terem recorrido a pessoas amigas e ao advogado da empresa, para conseguir um prazo legal e não serem obrigados a fechar o estabelecimento em cima do Natal, mas tiveram dificuldade por causa do recesso na justiça. Nesse caso, quem poderá falar se foi ameaçado ou não, é o Médico que assinou o auto, Marcelo Nogueira. 

Com relação a pagar multa foi opção deles, mas ontem (24), fecharam o mercado ao meio dia. Tentei resumir o conteúdo da visita, se tiver alguma dúvida sobre o que eu escrevi entre em contato para que eu possa esclarecer. Obrigado pela confiança. Um abraço".